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Bem-aventurada Maria do Monte Carmelo (Isabel Lacaba Andía)

 

Seu pai era agricultor, assim como a mãe. Isabel nasceu em Borja, pequeno lugarejo da região espanhola de Saragoça; era do dia 3 de novembro de 1882, quando ela veio ao mundo. No seio de sua família aprendeu desde o início a religião e a piedade, de modo que ao completar vinte anos entrou na Ordem da Imaculada Conceição, entrando no mosteiro de São José, em Madrid. Entrando na vida religiosa recebeu o nome novo de Irmã Maria do Monte Carmelo. Após cerca de vinte anos no mosteiro, vivendo uma vida religiosa exemplar, foi eleita superiora do mosteiro em 1935. Cultivava uma vida de oração e simplicidade, que procurou imprimir a todas as suas coirmãs. Mas essa vida religiosa estava destinada a sofrer uma mudança drástica: no dia 19 de julho de 1936, às nove da manhã, quando a missa havia terminado na igreja do mosteiro, as irmãs começaram a ouvir do lado de fora uma gritaria generalizada. Aos poucos começaram a compreender as palavras de ordem: “Fora com as irmãs!”. Madre Maria do Monte Carmelo deu ordem para que as irmãs voltassem para o coro da igreja com toda rapidez e consumissem o Santíssimo Sacramento: ela temia que ao entrarem na igreja profanassem o Santíssimo. Enquanto o padre distribuía a comunhão, perguntou às irmãs: “Se fosse o caso, vocês estariam dispostas a dar a vida para se manterem fiéis aos vossos votos de almas consagradas?”. A resposta foi unânime: “Sim!”. Todas tiraram os hábitos e se vestiram com as roupas seculares; tiveram apenas o tempo de fazer uma pequena trouxa com o necessário para viver e foram deixando o mosteiro em pequenos grupos: oito delas foram para a casa de amigos e parentes, ao passo que outras dez, nesse grupo estava a madre Maria do Monte Carmelo, foram acolhidas por um benfeitor. Foi oferecida à madre a possibilidade de fugir e assim, ter salva a vida, mas ela não quis se separar das irmãs, principalmente porque havia algumas doentes. Infelizmente funcionários de um edifício próximo, percebendo que se tratava de religiosas, fez uma denúncia aos milicianos. Desde então, foram constantemente controladas pelos militares sofrendo injúrias e frequentes interrogatórios, na tentativa de que renunciassem à própria fé. Nos meses tórridos do verão ficaram por dias a fio sem poder beber, pois a água era propositalmente cortada. No dia 8 de novembro de 1936 foram obrigadas a subir em alguns automóveis. Após isso, não se tem notícias precisas sobre o que ocorreu: seus restos mortais nunca foram encontrados. Madre Maria do Monte Carmelo tinha 54 anos de idade e, com toda probabilidade foi assassinada juntamente com as demais irmãs. Em 2002 foi aberto o processo que culminaria na beatificação, ocorrida no dia 22 de junho de 2019 na catedral de Santa Maria la Real de Almudena (Madrid). A memória litúrgica desse grupo de mártires foi fixada para o dia 6 de novembro.

 

Fonte: https://pt.aleteia.org

 

 

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